sábado, 13 de novembro de 2010

SELO PRÊMIO DARDOS

Ganhei mais um presente do amigo KILSON N. SILVA : Este lindo selo!

"Trata-se do Prêmio Dardos. É o reconhecimento aos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras."

Esses selos foram criados a fim de promover a confraternização entre os diversos blogueiros, além de ser uma forma demonstração o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
O Prêmio Dardos tem as seguintes regras:
- Exibir a imagem do Selo no blog;
- Revelar o link do blog que me atribuiu o Prêmio;
- Escolher blogueiros para premiar; e
- Avisar os escolhidos.
MEUS ESCOLHIDOS SÃO BLOGS QUE ADMIRO E RECOMENDO!
PORTANTO SÃO TODOS OS BLOGS QUE SIGO,MAS VOU DEIXAR AQUI ALGUNS QUE ACOMPANHO SEMPRE.
 A. Reiffer Santiago     http://artedofim.blogspot.com/
 Lígia Guerra               http://ligiaguerra.blogspot.com/
 Bocas Malditas          http://bocasmalditas.wordpress.com/
 Menina Misteriosa     http://meninamisteriosa.wordpress.com/

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"A PALAVRA"

 FUI PRESENTEADA COM ESSE LINDO POEMA DO POETA,CANTOR,COMPOSITOR,ROMANCISTA E DRAMATURGO  CARLOS VENTTURA .SEGUNDO ELE,O MAIS DIFÍCIL FOI IMAGINAR UM TÍTULO.

"...Palavras são marcantes, fortes, doces, livres.

Palavras são diretas, delicadas, honradas, mentirosas.
Palavras são promessas, juras, contratos.
Palavras são amores, paixões, dores.
Palavras são complexas, grosseiras, amáveis.

O que difere as Palavras das "palavras" são os gestos,
Os seus gestos.
O sorriso impregnado de palavras.
A simetria da sua boca,
O olhar, que torna o silencio ensurdecedor,

Com palavras e palavras e que nos tocam profundo.
Que nos demonstra que você é viva Palavra.
Todas as palavras.
A única palavra,
A minha palavra,
A perdida palavra.

Poema que perdi mas continua latente em minha mente.
Verso encantado que ilumina o iluminado.
Quando olhas como um farol, sinto-me guiado até seus mares de sentimentalidades e encontro em suas palavras fragmentos de tudo que há em ti elementos da Terra, Fogo e Ar,
Num facho azul onde me perco e me encontro em sua imagem.

E me encanto em suas simples respostas (AH...NEM TENHO IDÉIA!HAHA).
Supra-Sumo da criação,
Deusa,
Mulher,
Esfinge,
Que devora-me a cada vez que não a decifro.
Venus,
Que remete-me a contemplar o seu espaço onde novamente me perco em suas nebulosas sentimentalidades e contemplo todos os astros aos seus pés.

Quando caminhas com seus firmes passos nos dar a súbita sensação de que o tempo para só para te ver passar com seu ar de primavera e seu leve perfume de jasmim.
Palavra das palavras,
Tua existência é o sinonimo da Vida, da perpetuação do universo.
Poema que encontrei e não escrevi pois já existias.
Onde eu Anjo torto e Poeta vagabundo, tento alcançar o céu, e do chão não saio pois na verdade eu não compreendi que para voar basta-me olhar-te, e chegar ao céu é só balbuciar teu nome, templo de Isis.

Pois lê-la é impossível e para senti-la só uma Palavra é a chave,
a Palavra Mulher..."

OBRIGADA PELAS PALAVRAS!

(" A PALAVRA", Carlos Venttura )

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PERMITA-ME MORRER



Meus seios avisaram. Na doença do sexo, acabei-me.
Emagreci com manchas pelo corpo e a pneumonia insistente parou com meu vício.
Não imaginei, que o meu único prazer levaria minha vida.

E agora, grito por dentro, porque forças me faltam. Não há ninguém para escutar.
Abandonada na cama, palco de orgias.

Se tudo pode chocar.
A mim, nem as mulheres que eu me deitava...
Nem o líquido dourado invadindo minha boca. Porque porra é comum.
Nem vários homens me cobiçando e me dividindo grosseiramente juntos nessa cama...
Nessa cama... Que resta um corpo de pele e osso.

Nunca evitei os exageros, mas sim o látex porque me depreciava com alergias.
Desejei a morte muitas vezes, mas agora essa palavra me atinge estranhamente. Sem hipocrisia. Tenho medo.

A beleza me trouxe homens e mulheres aos meus pés.
Aproveitei-me para querer, ter e ser.
E  um mundo intenso surgiu diante da minha solidão.

Nenhum homem que antes beijava meu sexo, encoraja-se a me abraçar.
Meu perfume lúbrico confunde-se com o cheiro fétido da minha pele.
Já perdi a perfeição, me restaria o caráter, se tivesse.

Toda crueldade praticada é como o reflexo de um espelho...
Barbaridades multiplicadas me afetam
Não acredito em pecados
Sei o que é errado, tornei meu hábito e acredito no certo incerto.

Amei todos os homens e muitas mulheres.
Amei até aquele que já mortificado pela doença possuiu-me sem remorso.
Pela moléstia fatal e por ser meu PAI.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

OUSADIA SOBERBA


                                          

                                           
                                           Nenhum dia é ordinário
                                           porque dessa vida quero levar meu brilho.
                                          Tão intenso que me perco na falta de modéstia.
                                          Na loucura excessiva repleta de ciladas.
                                          Onde o limite pertence a um mundo de orgias.

 A nudez que reflete no espelho
 Determina meu ego                             
 Perfeito,intenso...
 Enfim me entrego. 
                                           Nua atirei-me em sua vida
                                           Sem saber onde acabaria
                                           Mas que fim eu queria
                                           Se você era tudo que eu temia?

Você veio de um passado cruel
            para me satisfazer em desejos
                         Cumprir sonhos obscenos
                                        E juntos, ás vezes tão iguais e bestiais
                                                       Outros, tão diferentes

                                                                   Você ausente e eu distante.
                                                        Finjo que acredito em suas mentiras
                                          Você entende minhas verdades.
                                   Aceito suas loucuras
                           suporta meu ciúme
                 Seu amor é vagabundo
         E eu sou cheia de armadilhas.

                                          E você tão atrevido
                                          Me incitou outro desejo libertino
                                          Dois homens foi passado... Realizado
                                          Agora era provocar-me... Com outra mulher.

Cobiça meu corpo roçando outros seios

Admira minha boca provando do melhor
E eu ainda mais Mulher!

                                         Depois de tentativas frustrantes
                                         Manipulei a realização
                                         De sua melhor perturbação
                                        
E na cama preparada 
 para desordem do prazer a três
Estava a mais linda de todas que se recusaram
"Minha irmã".

"ESSE POEMA NÃO É BASEADO NA MINHA VIDA."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

HELENA



Todo dia era como se fosse o mesmo, sustentado pela monotonia e repetição de atitudes.

 Na ordem de hábitos que eu mesmo acostumei.
E toda manhã passava pela mesma rua e mesmo horário.
Mas essa ordem foi alterada quando desviei os olhos do chão para a janela da casa amarela.
Debruçada, assemelhava-se a uma pintura. Os cabelos longos e negros cobriam o busto seminu.
Retribui seu sorriso com outro.
E minhas manhãs enfim tinham um motivo delicioso para passar naquela rua. Sem demora encorajei-me a perguntar seu nome. Movimentou os lábios num sussurro que nem escutei sua voz. Mas entendi:HELENA!
No dia seguinte, a morena não estava  na janela, mas recostada na porta entreaberta.
A camisola vermelha  impedia a transparência mas revelava as curvas. Fez um sinal discreto com a cabeça me convidando a entrar.
Com o coração em pulsação violenta entrei.
Helena caminhou até seu quarto e a segui.
Entorpecido e excitado observei cada movimento seu.
Só escutava minha respiração.
Despida de pudor, minha imaginação confundiu-se a realidade. Foi tudo rápido, ao mesmo tempo que nossos corpos rendiam-se no calor do sexo, senti seus lábios gélidos percorrendo meu membro e os gritos arrepiavam-me. Não lembro como fui embora, desnorteado com tanto prazer.
Dias seguintes, a morena desapareceu, não mais a vi debruçada na janela.
Até eu me encorajar e bater à sua porta.
Uma senhora de mesmos cabelos negros e longos me atendeu. Seu sorriso simpático sumiu tão logo perguntei sobre Helena.

Minha filha? Percebi que o olhar perplexo umedeceu.

"Morreu! Há 2 anos!"
E nunca mais passei por aquela rua, observei aquela janela... Onde a morena de cabelos longos e cacheados me dizia com os olhos...

terça-feira, 29 de junho de 2010

TEORIA DISSOLUTA E ABSOLUTA

Minha vida é bem simples, não preciso de grandes amores para sobreviver.

Preciso de SEXO.
Mas não pode ser de qualquer um, nem de qualquer jeito e muito menos a qualquer hora.

Tenho tantos amigos que nem preciso de parentes para importunar.
Preciso de paz. E para isso a solidão é muito bem-vinda.

Romantismo! Isso é coisa de gente que cheira a mofo. Meu perfume é mais sedutor.
Meu cheiro excita até meu cachorro. Por vezes ele me abraça com suas enormes patas, um distinto Pastor Alemão mestiço com Dogue Alemão. Imagine o monstro. Que me derruba enfiando o focinho entre minhas pernas!
Não vou negar que gosto, mas o afasto com um afago para não acostumar.
Mesmo porque, prefiro gente. Tanto faz... Homem, mulher, jovens, menos criança! Já é excesso desnecessário!

Meu amor é assim, sem limites, sem cobranças.
Tendo um bom Sexo, levo os dias regado a vinho, cervejinha, churrasco, música e “um doce”.

Vida simples, mas obviamente exagerada!
Porque sobrevivo dos exageros.
Vicio-me no prazer.
Se não há regras para o caminho certo. A minha regra é: Livremente sem limites!
E sem regras...

Tem dias que levanto com uma tremenda vontade de experimentar um peito. Sentir a suavidade da pele feminina, observar traços delicados e conversar. Não há ninguém melhor para conversar que uma MULHER.
Ela tem a tal da paciência em escutar, mas já calo a boca com um beijo provocativo quando percebo a vontade em discutir relação!

Outras noites desejo uma perna peluda roçando as minhas, uma mão forte me explorando. Pegar no sono com um "trabuco" me penetrando ou acordar com ele me cutucando, é tudo que preciso nos dias que estou mais sensível, meu lado feminino aflorado.

Os jovens me trazem a juventude que meus olhos já negam e o corpo não revela.

E na hiperbólica busca pelo divertimento consegui unir pela insistência meu namorado, minha namorada e eu. Para a prática de um Ménage á trois.

Na mesma cama, estava eu com a boca na“ melhor coisa do mundo” e atrás meu "deleite"  atravessava-me deliciosamente.
Já sentiu duas línguas se encontrando dentro de você?
Seria a realização suprema e podia morrer no dia seguinte. Conviver os três para todo sempre. Nada mais iria me faltar nessa vida de prazeres.

Mas a vida também tem seus mistérios.
Minha auto-estima é alta demais para pensar ou deixar me abater no perigo de PERDER. Nunca perco. O trajeto desvia-se, pega rumos diferentes da minha vontade. Mas no fim, termina como comecei.

Os dois apaixonaram-se. Casaram.Tiveram filhos. E agora o convidado para as festinhas íntimas sou eu. Não perdi. Venci.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

DE SÚBITO


Adolescência é a época das descobertas, de inventar desculpas, quando podemos tudo, achamos que somos independentes e que temos sempre razão.
Nos escondemos atrás dos óculos, do aparelho dentário, da pele acneica, do corpo desengonçado! Brincamos de ser gente grande, quando na verdade estamos nos preparando para ser grande.
E vem a troca de olhares, o abraço apertado, o primeiro beijo e a descoberta do sexo!
Do sexo imaturo, de medos e pudores, imprudente e descontrolado.
E todo mundo tem uma história para contar...

Paty, era daquelas meninas de olhar tímido, misteriosa e de pouca conversa. Mas intensa e hábil entre quatro paredes. Imprevisível quando se tratava de sexo.

E a primeira vez é quase sempre traumática, dorida ou até divertida.
O primeiro namorado pode ser inesquecível por causa da desajeitada caminhada em fazer a namorada perder a virgindade.
E com o segundo namorado as coisas podem ser muito melhores, são mais práticas, a dor diminui e o medo também.
Consequentemente a imprudência não tem hora e nem lugar.

Paty pela primeira vez foi assistir a um filme na casa do namorado, combinaram com um casal de amigos. Altas horas da noite, os pais dormiam e os quatros ajeitaram-se no chão da sala para curtir no escuro o filme. Talvez de terror.

Agitada, não conseguia concentrar-se no filme. De mini-saia, as coxas impertinentes roçavam nas pernas do namorado. Não se conteve e arrastou a loira tímida, mas de olhar cínico para a cozinha dos pais.
O  casal de amigos concentraram-se no filme.

A deitou no chão, em cima de um tapete próximo ao fogão. Paty ergueu levemente as pernas e levantou a saia. Ele tirou sua calcinha e desceu até os pés. Quando preparava-se para penetrá-la, o prazer foi interrompido pelo susto, uma luz forte cortando o efeito da adrenalina e dando lugar a vergonha.
O pai do namorado resolveu matar a sede naquele momento. Presenciando a cena constrangedora!
Paty saiu de lá certa que nunca mais o viria!
Mas a vida é cheia de voltas e imprevistos.
Casaram-se e durante anos a cena era relembrada a cada encontro com o sogro. 
Mas... E ele?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MADNESS

Lembrei que você não viria
Deixei o lençol daquele dia.
O mesmo copo de Whisky,
A marca do batom na parede.
A janela entreaberta
Para a brisa entrar.
Misturar-se com seu cheiro
Com meu medo...

Ainda na almofada
Inalava nosso sexo
Sem nexo
Um tanto complexo.

Pensei no nosso último dia
Das palavras de fúria.
Corpos nus
Ainda obcecados pela luxúria
Intensa e agressiva.
Devoramos a necessidade frívola.

Queria convencer-me do fim
Não tinha mais vontade de mim.
Senti a dor que me levou ao princípio
Sem respeitar seu limite
Enobreci meu egoísmo

Quis minha dor em você...

E a lâmina brilhou tanto quanto seu olhar
O temor proibiu palavras
Sem tempo de pensamentos
Só arrependimentos...
Cortei sua essência
Meu divertimento...

E continua o vermelho maculado no lençol
A cama desfeita
A marca do meu crime no espelho
Na parede,no tapete.

Revelando seu desespero
E toda minha loucura...


segunda-feira, 3 de maio de 2010

NUDEZ DE UMA OCASIÃO


Enquanto me despia em frente ao espelho, pensamentos perturbados invocavam minha mente. Praticamente uma regra.
Lembranças do passado me faziam esse mal.

Deixei a lingerie deslizar pelas pernas. Acariciei meus seios, ainda firmes. Quarenta anos.
Pensei que essa idade chegaria quando eu já estivesse sendo avó. Que eu teria mais rugas e cabelos brancos. Mas nem os filhos, esses foram esquecidos a cada relacionamento equivocado.
Estava eu, nua, observando os estragos que os anos tinham feito ao meu corpo. Talvez poucos, quase nenhum. Porque não ter o frescor da juventude com a experiência da idade da loba? Seria mais fácil chegar a menopausa.
Ao pensar na vida monótona, do trabalho para casa, de casa ao trabalho, do trabalho ao um raro cinema e não tantas vezes como gostaria a um motel com o namorado. Me torturo em arrependimentos.
De nunca ter tentado, de não ter feito aquela loucura, deixado de amar para não sofrer, perdido a oportunidade e a palavra que nunca foi dita. Deixei simplesmente uma vida passar, sem me expor a nenhum tipo de riscos. E agora tudo se resumia a essa falta de multiplicidade.

O tempo é cruel muitas vezes, outras é a melhor opção.

Observei demoradamente meus olhos pelo reflexo da janela. Vontade de viver, viver sem medo de viver. Finalmente entendi. Que se dane o que dizem ou o que pensam. Estava na hora de trocar de pele.

A campainha soou tão fortemente como as batidas do meu órgão musculoso,  que quase esquecia mas existia dentro de mim.
Era ele. Disse que ia e foi. Tão menino, sorriso maroto, mas atitude de homem.
Meu aluno do ensino médio que desde o primeiro dia de aula me atenta com sua malícia
tímida, quase imperceptível. Mesmo tantas vezes repetente, estudar era só um pretexto, achava eu.
Deixei umas gotas de perfume cair entre os seios, retoquei o batom coral e ajeitei uma última vez os cachos negros que caíam sobre meu colo. Coloquei meu melhor salto, porque valorizavam ainda mais meu andar imperativo e fui atender a porta completamente nua...

Talvez já fosse tarde demais para aproveitar as oportunidades e que as loucuras rotuladas vencem o prazo. E quando pela primeira vez me entrego a um perigo iminente, ele vem escoltado do arrependimento.

Meu aluno, de sorriso maroto, com livros nas mãos, estava do outro lado da porta acompanhado de seu pai...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Infância sem voz


“Venha aqui, senta no meu colo”

Eu torcia o nariz e ficava inquieta, mas o medo forçava-me a sentar. Naquela época a inocência demorava-se mais tempo na infância.

Tinha 9 anos de idade. Não compreendia bem a situação, mas sabia que era errado.

O Diretor da escola, um homem grande para todos os lados gostava de observar as garotinhas no recreio. E na primeira oportunidade puxava uma de nós para seu colo.

Sem preocupar-se com funcionários, certamente fingiam-se cegos. Sem receio que alguma de nós contássemos para os pais, ele sabia ser repugnante. Nos dias de hoje as coisas seriam bem diferentes.



De pernas abertas, sentava uma garotinha em cada coxa. Geralmente nos bolinava no intervalo.
Meu suor febril começava cada vez que me chamava para sentar em seu colo.
Com aquela mão grossa e áspera, hoje imagino o quanto suja também. Disfarçadamente, mas não o suficiente para que ninguém percebesse, a colocava por dentro do uniforme.
Primeiro acariciava meus peitinhos, eu nem consigo explicar o desconforto e repúdio que sentia.
Em seguida, aqueles dedos imundos descia até a calcinha. Acariciava os poucos pelos pubianos até chegar ao clitóris.
Arrepios descontrolados me davam ânsia. Porque? Pensava eu em minha simplicidade e ignorância de uma criança há mais de 30 anos atrás.

No fim da aula, eu e uma coleguinha de classe que ia embora comigo éramos as últimas na escola. Ficávamos correndo pelo pátio e evitando a aproximação do diretor até meu pai chegar.
E nunca contamos para ninguém.

Um trauma esquecido e não cicatrizado.
Um crime impune e que sempre existiu. A diferença do passado que hoje a criança tem muito mais voz!


domingo, 7 de fevereiro de 2010

PARA TODAS AS IDADES

AMOR SEM IDADE E LIVRE
O TEMPO LEVA O FRESCOR
DEIXA AS CICATRIZES...

TALVEZ MAIS TOLERANTE
MENOS ENVOLVENTE.
E SEXO REALMENTE

PERMITA UMA VIDA
PECANDO
UMA CAMINHADA
ARRISCANDO

A EXPERIÊNCIA ALIADA
TROCA O EROTISMO
 NÃO A SENSUALIDADE
NEM O ROMANTISMO.

 SIMPLES DEIXAR ESCAPAR
DO QUE PERCEBER!?
A BELEZA EM TUDO QUE HÁ VIDA
E A PAIXÃO SEM SE TER?

E O AMOR TEM IDADE?
MAIS MADURO
SOBERBO ENGRADECE

SEM LIMITE
E SEM RECEIO
DO ESCÁRNIO

PUDOR!?
DE QUEM NÃO PERMITE
O AMOR!


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ENTRE VERDADES

Na boca devassa,
Dilacero os lábios.
Libidinosos.

Deslizo línguas,
Entre sorrisos,
Sem inocência.
Pecaminosos.

Seu toque desenha,
Meu corpo.
Descobre suavidade,
Mas não meus mistérios.

Massageia meu ego,
Usufruindo da minha beleza.
Perturbando meus desejos...

Permita-me amar,
Caminhar só.
Toda nua e quase sua.

Penetra-me, sem julgar-me.
Conheça-me, sem confundir-me.
Valorize-me, sem desprezar-me.
                 
                     ****  

Observo o mundo lá fora
E me perco.

Não quero criar um futuro,
Nem voltar ao passado.
Só viver um presente.

Sem modéstias,
Sem hipocrisias.

Revelar inteligência,
Em palavras escritas.
Sem pudor.
Com ou sem dor.

Permitir paixões,
Sensualidades.
Meu humor negro.

Revelar meu jeito de vestir,
Não perfeito.
Desejo nostálgico,
Por afeto.

Quero ser "meu eu"
Sem culpa.
Por ser simplesmente eu!