quarta-feira, 9 de junho de 2010

DE SÚBITO


Adolescência é a época das descobertas, de inventar desculpas, quando podemos tudo, achamos que somos independentes e que temos sempre razão.
Nos escondemos atrás dos óculos, do aparelho dentário, da pele acneica, do corpo desengonçado! Brincamos de ser gente grande, quando na verdade estamos nos preparando para ser grande.
E vem a troca de olhares, o abraço apertado, o primeiro beijo e a descoberta do sexo!
Do sexo imaturo, de medos e pudores, imprudente e descontrolado.
E todo mundo tem uma história para contar...

Paty, era daquelas meninas de olhar tímido, misteriosa e de pouca conversa. Mas intensa e hábil entre quatro paredes. Imprevisível quando se tratava de sexo.

E a primeira vez é quase sempre traumática, dorida ou até divertida.
O primeiro namorado pode ser inesquecível por causa da desajeitada caminhada em fazer a namorada perder a virgindade.
E com o segundo namorado as coisas podem ser muito melhores, são mais práticas, a dor diminui e o medo também.
Consequentemente a imprudência não tem hora e nem lugar.

Paty pela primeira vez foi assistir a um filme na casa do namorado, combinaram com um casal de amigos. Altas horas da noite, os pais dormiam e os quatros ajeitaram-se no chão da sala para curtir no escuro o filme. Talvez de terror.

Agitada, não conseguia concentrar-se no filme. De mini-saia, as coxas impertinentes roçavam nas pernas do namorado. Não se conteve e arrastou a loira tímida, mas de olhar cínico para a cozinha dos pais.
O  casal de amigos concentraram-se no filme.

A deitou no chão, em cima de um tapete próximo ao fogão. Paty ergueu levemente as pernas e levantou a saia. Ele tirou sua calcinha e desceu até os pés. Quando preparava-se para penetrá-la, o prazer foi interrompido pelo susto, uma luz forte cortando o efeito da adrenalina e dando lugar a vergonha.
O pai do namorado resolveu matar a sede naquele momento. Presenciando a cena constrangedora!
Paty saiu de lá certa que nunca mais o viria!
Mas a vida é cheia de voltas e imprevistos.
Casaram-se e durante anos a cena era relembrada a cada encontro com o sogro. 
Mas... E ele?

15 comentários:

  1. Como a personagem creio que quase todo mundo já tomou um susto parecido rsrsrsr

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  2. Obrigado por seu comentário e presença em um dos meus blogs, aliás, num em que posto muito pouco e funciona como um canal de diversão e alguns protestos. Seus blogs são ótimos, principalmente ESPIRITOS, onde concordo em 100%.
    Viste (http://www.bound-brazil.com).
    Pode ser que em linhas totalmente diferentes exista algo de interessante.
    Beijos
    ACM

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  3. EX-TROPICALISTA FOME DEMOCRÁTICA BRASILEIRA QUALQUER INÓPIA
    (para o fenômeno para-humano Glauber Rocha, in memorian)


    Outro dia - não faz muito tempo assim: umas duas semanas atrás, um jornal daqui da Colônia da cidade de Salvador, saiu publicado um artigo do ex-tropicalista Caetano Veloso. Nele, o ex-tropicalista faz uma abordagem a respeito do período da chamada Ditadura Militar, terminando seu texto dizendo que as Forças Armadas deveriam pedir desculpas à sociedade civil, assim como o Papa atual o fez com relação a uma série de crimes praticados pela Igreja. Parece que a humildade ideológica do santo padre serviu de base ou abriu um precedente em todo do pedido de desculpas, perdão ou coisas semelhantes.
    Caleidoscópio não se opõe às intenções externadas pelo ex-tropicalista, mas, parece necessário dizer que ainda existe na mentalidade brasileira, em geral, inclusive no mundo da psiquê dos que se acham ou pressentem cultos, um descompasso com relação a outros aspectos de suma importância na vida política, social, jurídica e econômica brasileira, a qual continua, ainda, sendo um retrato fiel e cruel dos tempos da Casa Grande e senzalas nos idos do Brasil imperial, e sobre essa infeliz realidade existente dentro do contexto institucional da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil de hoje, ninguém se manifesta, como não se levanta nenhuma bandeira ou se cria nenhum movimento social de cruzada sobre os quadrantes do território nacional, aclamando pela vinda de todos os seguimentos organizados da sociedade.
    Ainda estamos, como cidadãos, esquizofrenicamente presos às situações passadas, dos tempos do período de exceção ou ditadura militar, como se não existissem outras formas de ditaduras tão brutais quanto aquela, como é, por exemplo, a ditadura econômica, criada por um sistema jurídico que, por sua vez, crua um subsistema econômico com sequelas sociais tão perversas e mesquinhas como foram, a título de exemplo, os regimes holocáusticos que passaram pela terra, desde Roma Imperial, passando pelas tiranias até chegar ao Nazismo de Hitler, na segunda grande guerra mundial. Procuramos enaltecer o estado Democrático, como se tal democracia estivesse preocupada com o destino dos jovens, das crianças, dos velhos e dos adultos em geral, sempre jogando pedras - todos os tipos dela, contra o período militar que existiu no Brasil. Essa situação naturalmente ocorre em todos os outros países em que se possa fazer, historicamente falando, um divisor de ordem política: democracia e ditadura militar. E tal comparação é feita sempre motivada pelas emoções recalcadas, pelos ideologias massificadas ou já formalizadas.

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  4. Não se quer, aqui, caleidoscopicamente falando, querer beijar as botas dos militares, tampouco querer beijar a bandeira da liberdade e da igualdade, como, maquiavelicamente, vem sendo feito, no mundo inteiro, por parte de políticos sem escrúpulos e moralmente sem valor algum, quando querem iludir as massas, como fazem os religiosos fanáticos, recorrendo aos símbolos ou arquétipos da democracia moderna. Quando, por exemplo, um ex-tropicalista qualquer faz, por mais sutil ou pequenina que seja, uma crítica ao período da ditadura militar brasileira e, com isso querendo, obviamente, engrandecer a democracia brasileira vigente, tal opinião simplória acaba criando, no imaginário coletivo, a ideia falsa que todo regime militar é monstruoso e todo regime civil é perfeito; e, com relação especificamente ao caso brasileiro, fica a transparecer que a democracia brasileira que o povo brasileiro está vivendo, desde a sua (suposta) implantação, é uma maravilha quando, em verdade, não existe e nunca existiu, na história do Brasil, nenhum regime de democracia, salvo sob o ponto de vista estrito e restritamente jurídico, mas dentro de um ordenamento jurídico que serviu de instrumento ou de estrutura para levar o povo brasileiro aos piores estados de submissão, humilhação e perde de estima.
    É preciso que saibamos, inclusive o ex-tropicalista Caetano Veloso, que o Estado Brasileiro sempre foi um país regido pelo signo da Ditadura, sem importar a qualificação demos a mesma, ou seja, se militar ou econômica, se jurídica ou institucional, o que se deve levar em consideração, tanto no período do regime militar brasileiro como no período atual, chamado de democracia, é que a história do povo brasileiro sempre se resumiu em miséria e abandono, pobreza e doença, analfabetismo e ignorância.
    Caleidoscopicamente falando - e sem querer sair do tino da inteligência óbvia, o que se pode constatar é que tanto o período do Brasil Militar foi uma merda como, também, é uma merda esse novo período brasileiro, apelidado de Brasil democrático. Como, entretanto, os homens estão sempre presos às estruturas de cada época, como já alegava o filósofo Sócrates, fica fácil compreender que até o ex-tropicalista não foge a esse regra, salvo os que já nascem transpondo as estruturas e o sistema simbólico que constituem, organizam e regem os povos, como são os que já nascem deuses, e o ex-tropicalista não é nenhum deus, como fora Sófocles, Epicuro, Platão, Aristóteles, Glauber Rocha, Pier Paolo Pasolini... e outros que não virão mais; sim, se a tropicália fosse verdadeira, seus integrantes estariam se autotropicalizando-se, incessantemente; afinal, o Brasil ainda é a mesma fome que sempre o fora no passado, e suas desgraças sociais ultrapassam infinitamente as mazelas dos idos imperiais.

    GUINA

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  5. Obrigado. Também apreciei bastante teu blog. Beijos.

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  6. Oi Patricia, td bem? Fico feliz que visite meu blog, é sempre bem-vinda, viu? =) Beijos!

    Uma ótima semana! http://meuprojetopiloto.blogspot.com/

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  7. Patricia,

    Obrigado pela visita ao Reino Lúdico e pelas palavras que me incentivam. Parabéns pelo teu espaço. Dá gosto ver pessoas que sentem prazer no que escrevem. Nunca deixe de escrever.

    Um beijinho.

    Ivan.

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  8. Muito bom! Gostei. Adoro histórias picantes e contos eróticos. Caso visite meu blog, verá que existe uma Tag nele só com contos eróticos de minha autoria. Te visitarei mais vezes.

    Bjão!

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  9. Essa história merece continuação... pela visão do pai... rs

    Gostei do layout novo!

    Beijo

    http://meninamisteriosa.wordpress.com/

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  10. Adolescencia é isso mesmo, já tomei um falgrante parecido nessa época.

    Obrigado pela visita.

    Abraços.

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  11. rsrs Que situação... tomara que Paty, depois de casada ainda mantenha suas coxas impertinentes roçando nas pernas do marido. Essas impulsividades da adolescência deveriam ser eternas, né?

    Muito legal seu blog.

    Beijoca

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  12. DEA:Não tenha dúvida disso.bjssss

    ACM:Obrigada pela visita e elogios.Volte mais vezes.

    GUINA:Textos intensos!

    A.REIFFER E ANDREA:Obrigada e voltarei a visitá-los com certeza.bjsss

    XOOGLE:Obrigada pelo incentivo,bjssss

    RATODERUA:Obrigada,vou te visitar sim.Bjssss

    MENINA MISTERIOSA:Sempre tão gentil com seus comentários!Realmente pode ter uma continuação,boa idéia!bjssss

    SIMPLESMENTE:Aí é que entra a imaginação...

    FÁBIO:Como disse a Dea,todo mundo leva um susto desse parecido na vida.Bjssss

    SYLVIA:Obrigada pela visita e pelos elogios.Seja bem-vinda!bjssss

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  13. A adolescência é realmente fascinante. Pena que não nos dizam para aproveitarmos mais ela. Ao contrário disso nor impreginam de medos e culpas. Voltado a história, cada um de nós seria capaz de contar uma passagem constrangedora dessa, em nossas vidas, em maior ou menor escala. Adorei a história, principalmente pela riqueza de detalhes, que nos faz um verdadiro espetador (é como se estivessemos na sala vendo o filme...ou não...rsrsrs).

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  14. quero mto ver esse filme, obg pela visita! bjs!

    http://meuprojetopiloto.blogspot.com/

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