terça-feira, 29 de junho de 2010

TEORIA DISSOLUTA E ABSOLUTA

Minha vida é bem simples, não preciso de grandes amores para sobreviver.

Preciso de SEXO.
Mas não pode ser de qualquer um, nem de qualquer jeito e muito menos a qualquer hora.

Tenho tantos amigos que nem preciso de parentes para importunar.
Preciso de paz. E para isso a solidão é muito bem-vinda.

Romantismo! Isso é coisa de gente que cheira a mofo. Meu perfume é mais sedutor.
Meu cheiro excita até meu cachorro. Por vezes ele me abraça com suas enormes patas, um distinto Pastor Alemão mestiço com Dogue Alemão. Imagine o monstro. Que me derruba enfiando o focinho entre minhas pernas!
Não vou negar que gosto, mas o afasto com um afago para não acostumar.
Mesmo porque, prefiro gente. Tanto faz... Homem, mulher, jovens, menos criança! Já é excesso desnecessário!

Meu amor é assim, sem limites, sem cobranças.
Tendo um bom Sexo, levo os dias regado a vinho, cervejinha, churrasco, música e “um doce”.

Vida simples, mas obviamente exagerada!
Porque sobrevivo dos exageros.
Vicio-me no prazer.
Se não há regras para o caminho certo. A minha regra é: Livremente sem limites!
E sem regras...

Tem dias que levanto com uma tremenda vontade de experimentar um peito. Sentir a suavidade da pele feminina, observar traços delicados e conversar. Não há ninguém melhor para conversar que uma MULHER.
Ela tem a tal da paciência em escutar, mas já calo a boca com um beijo provocativo quando percebo a vontade em discutir relação!

Outras noites desejo uma perna peluda roçando as minhas, uma mão forte me explorando. Pegar no sono com um "trabuco" me penetrando ou acordar com ele me cutucando, é tudo que preciso nos dias que estou mais sensível, meu lado feminino aflorado.

Os jovens me trazem a juventude que meus olhos já negam e o corpo não revela.

E na hiperbólica busca pelo divertimento consegui unir pela insistência meu namorado, minha namorada e eu. Para a prática de um Ménage á trois.

Na mesma cama, estava eu com a boca na“ melhor coisa do mundo” e atrás meu "deleite"  atravessava-me deliciosamente.
Já sentiu duas línguas se encontrando dentro de você?
Seria a realização suprema e podia morrer no dia seguinte. Conviver os três para todo sempre. Nada mais iria me faltar nessa vida de prazeres.

Mas a vida também tem seus mistérios.
Minha auto-estima é alta demais para pensar ou deixar me abater no perigo de PERDER. Nunca perco. O trajeto desvia-se, pega rumos diferentes da minha vontade. Mas no fim, termina como comecei.

Os dois apaixonaram-se. Casaram.Tiveram filhos. E agora o convidado para as festinhas íntimas sou eu. Não perdi. Venci.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

DE SÚBITO


Adolescência é a época das descobertas, de inventar desculpas, quando podemos tudo, achamos que somos independentes e que temos sempre razão.
Nos escondemos atrás dos óculos, do aparelho dentário, da pele acneica, do corpo desengonçado! Brincamos de ser gente grande, quando na verdade estamos nos preparando para ser grande.
E vem a troca de olhares, o abraço apertado, o primeiro beijo e a descoberta do sexo!
Do sexo imaturo, de medos e pudores, imprudente e descontrolado.
E todo mundo tem uma história para contar...

Paty, era daquelas meninas de olhar tímido, misteriosa e de pouca conversa. Mas intensa e hábil entre quatro paredes. Imprevisível quando se tratava de sexo.

E a primeira vez é quase sempre traumática, dorida ou até divertida.
O primeiro namorado pode ser inesquecível por causa da desajeitada caminhada em fazer a namorada perder a virgindade.
E com o segundo namorado as coisas podem ser muito melhores, são mais práticas, a dor diminui e o medo também.
Consequentemente a imprudência não tem hora e nem lugar.

Paty pela primeira vez foi assistir a um filme na casa do namorado, combinaram com um casal de amigos. Altas horas da noite, os pais dormiam e os quatros ajeitaram-se no chão da sala para curtir no escuro o filme. Talvez de terror.

Agitada, não conseguia concentrar-se no filme. De mini-saia, as coxas impertinentes roçavam nas pernas do namorado. Não se conteve e arrastou a loira tímida, mas de olhar cínico para a cozinha dos pais.
O  casal de amigos concentraram-se no filme.

A deitou no chão, em cima de um tapete próximo ao fogão. Paty ergueu levemente as pernas e levantou a saia. Ele tirou sua calcinha e desceu até os pés. Quando preparava-se para penetrá-la, o prazer foi interrompido pelo susto, uma luz forte cortando o efeito da adrenalina e dando lugar a vergonha.
O pai do namorado resolveu matar a sede naquele momento. Presenciando a cena constrangedora!
Paty saiu de lá certa que nunca mais o viria!
Mas a vida é cheia de voltas e imprevistos.
Casaram-se e durante anos a cena era relembrada a cada encontro com o sogro. 
Mas... E ele?