terça-feira, 27 de dezembro de 2011

FRAGMENTOS DE UM RÉVEILLON

E quando o fim de ano chega, me parece tudo tão nostálgico. Talvez o clima natalino estampado em cada esquina me faça lembrar que nunca tive infância.
A única boneca de pano eu dividia com a irmã mais nova e entre brincar de esconde-esconde, me escondia do PAI, se é que pode chamar assim, alguém que deseja a própria filha.
Meu vestidinho todo corroído pelas traças, sujo...  Porque era com ele que eu passava horas na rua para não ter que voltar para casa.
A mãe, mais envelhecida do que deveria aparentar, passava o dia limpando a sujeira dos outros enquanto seu marido se divertia.

12 anos. E eu ainda queria brincar de boneca quando senti um corpo estranho entre as pernas. Imaginava os pais das minhas amigas fazendo o mesmo com elas. Nojo de quem era para sentir amor.
Cresci com sentimentos distorcidos de família. Todo fim de ano era assim, quando os fogos avançavam agressivamente no céu, as imagens se repetiam. Enquanto famílias trocavam presentes, ele me enchia de seu líquido repugnante.

Tornei-me mulher e trouxe comigo do passado um ódio com vontade de vingar. Quando ele ainda me tinha pelo medo, sufocava a verdade.

18 anos. Último Réveillon que sua mão deslizou pelo meu corpo. Num único movimento, no impulso da recusa, enterrei junto com minha ira. E a lâmina brilhou antes de atravessar o coração. Abandonei o corpo nu e nunca mais souberam de mim.

De vez em quando, um homem, sempre de idade avançada é encontrado com o pênis mutilado num motel qualquer...

"A vida nos molda e muitas vezes liberta os monstros que existem dentro de nós".


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PROIBIDO PARA MENORES


DESENHO ERÓTICO DO HÚNGARO ZICHY MIHÁLY.
Me perdi entre suas pernas.
Roçando, amando, explorando com a saliva.
Suas mãos imensas castigavam meu pudor,
Com dor.
Rasgando minhas entranhas na sua sede de possuir-me.
Consumiu-me mais que eu queria e menos que você podia.
Escondi seu membro comprimindo entre minhas paredes.
Sem saber como terminaria a selvageria.
Cravei as unhas na pele suada, senti o gosto do sangue recente.
Partes carnudas do meu corpo não se recusaram a senti-lo,
Estremeci.
Amanhecemos e ainda o tinha, ME TENDO.
O indício de todo o sexo entregava-se no lençol, no vestígio da brutalidade.
Sucessivamente o vazio da animalidade.
Cobri seu corpo, fechei seus olhos e cruzei suas mãos gélidas sobre o peito,
Não senti medo.
Respirei conformada. Partiu realizado.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

AMOR DE VERÃO

Amor de verão. Aquela paixonite com gosto de maresia que não sobe a serra.

Comigo obviamente subiu. Desde meu nascimento a vida me mostrou que caminhos seriam tortos e que a facilidade é entediante.
Meu terceiro casamento iniciou-se na areia, com a água batendo na minha zona erógena mais estimada pelos homens. Aquele lugar onde o sol não bate, mas nesse dia o reflexo da lua penetrou.
Um amor que sobe e desce a serra até hoje.
Talvez pela cumplicidade, mesma desenvoltura sexual e insensatez inofensiva necessária. Circunspecção é prejudicial à saúde.

No último verão a utopia converteu-se em fato consumado.
Que homem não foi doutrinado desde cedo a desejar um ménage à trois com duas mulheres?

Nem quarto, nem motel. A areia roçando a pele e a água salgada cobrindo os corpos nus traduz o momento lascivo.
Voyeurismo completaria o grau de excelência se não fosse por uma particularidade.
Minha ousadia brindou o momento.
Quando para o prazer á três não induzi uma conhecida, amiga ou prima. Mas a irmã caçula.






domingo, 21 de agosto de 2011

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE



Observou-lhe distanciando-se, os cabelos grisalhos começaram aparecer precocemente, sabia que era a causadora.
Sem remorsos, arrumou o batom pelo espelho do retrovisor do carro e descobriu que era capaz de perceber e ter intuições, mas a faculdade de compreender lhe faltava.
E a culpa nem sempre tem um culpado só. Assumiu o erro que lhe cabia.

Há muito quando chorou em seus braços sem motivos, intuitivamente sabia do fim lento.
E a cama não ficaria mais desarrumada pelo seu exagero leonino, nem os fios de cabelos longos se perderiam pelo lençol. E o cheiro que se misturava há tantos outros.
Mas o seu, tão seu, cheiro suave de um pecado sem precedentes não mais estaria lá.
Pensar assim, a deixava obscura em seu mundinho egoísta. Dispersa em suas próprias ideias.
Um sorriso traiçoeiro surgiu nos lábios quando deu partida e arrancou pisando fundo. Como se tudo que lhe atormentava fosse ficar para trás.

Fez de tudo para que esse fim logo tivesse fim. 
E a dor foi amenizada por outros corpos...

Abriu a janela e atirou o último cigarro. Vício que o o novo Affair não tolerava. O mesmo foi responsável pela ausência da indiferença. Agora parecia que a mulher de pele branca e olhos grandes também tinha um coração.
Continuou a correr pela estrada como se quisesse chegar tão logo. A velocidade lhe excitava. Pernas longas e coxas à mostra. O decote do vestido escondia-se atrás do cinto de segurança. Mesmo assim, não tinha um caminhoneiro que não desviasse os olhos da estrada para admirar aquela vulto de mulher.

Um melancólico suspiro cresceu do seu peito, como aliviada, enfim livre, enfim sentimentos recíprocos. Não o deixaria escapar.

Ainda absorta em pensamentos confusos, esqueceu o salto no acelerador e a velocidade não diminuiu na curva.
Enquanto girava junto com o carro, debatendo-se como uma boneca, não apavorou-se com a morte que era nítida, mas lembrou-se do sonho da noite anterior.
Sua intuição tinha vindo em forma de pesadelo dessa vez. Não era hora de morrer.
Mas a voz que assombrou seu sono lhe contou e repetiu como eco: "Vou separá-los antes de unir".

Os caminhoneiros que ela deixou para trás, agora passavam,  atordoados com a cena.
Entre um amontoado de ferro a silhueta da mulher só podia ser reconhecido pelos cabelos, cobertos pelo próprio sangue.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

MUSA VINTAGE


"Uma musa, ao mesmo tempo que desperta admiração e desejo, provoca a ira pela inveja e desprezo".
Provocar, instigar... Pervertida só pelo fato de existir.

Tenho nome simples, comum, daqueles que anda na boca de quase todo mundo. "Ave Maria cheia de graça... Maria, mãe de Deus..." Nem sei mais, porque não rezo. Cantarolo meus pecados ás vezes, bem baixinho imaginando que o homem lá de cima nem vai  perceber.
Ingenuidade.

Em qualquer lugar minha entrada, sem exageros, é espetaculosa e os olhares se perdem nos meus quase 2 metros de altura.
Não fui eu que me intitulei MUSA, egocentrismo absurdo, mas aceito tantas bocas me chamarem assim.
Talvez da boca para fora saia tanta merda, sem deixar de ser um elogio que alimenta minha excentricidade. Levanto-me sobre os pés no salto de cabeça erguida.
Mas comigo levo a naturalidade. E quando me conhecem mais que um cabelo longo descobrem que por trás dos olhos azuis existe certa sensibilidade e os lábios carnudos tem tanta sinceridade nas palavras e gentileza na forma de pensar.
E a tal da inveja rebela-se em simpatia.
Porque eu sou MELHOR  que eu mesma. Superar-me todos os dias é difícil.
E quem cobiça MEU corpo tanto quanto SER meu corpo é que me faz MUSA.
Eu já quis ser baixinha, diminuir a boca, aumentar o seio, ser morena, cachear os cabelos. Mas o que realmente me faz diferente são as atitudes.

E a dignidade tem preço?
Me prendo em questionamentos e se me elevo em auto-estima não é o mesmo que ser vadia e vender-me por promessas, presentes e dinheiro. A troca nesses casos é fatal, SEXO.
Porque a beleza é traiçoeira e cheia de armadilhas.

Nando, nunca tive curiosidade em saber o nome completo. Melhor cliente da clínica, falante, inquieto em seu desejo indiscreto ao me encher de perguntas. Não era fiel a uma terapeuta só, gostava de diversificar a massagem relaxante. Experimentar cada toque, o meu ele dizia que era na medida certa, nem suave e nem forte demais.
Procurei sempre massagear com maior intensidade nos homens, porque o toque muito delicado excita. Satisfação imensa eu sentia quando a respiração pesada e o ronco acompanhava a música. Assim o "amiguinho" também comportado continuava entorpecido.

Mas Nando, não se continha ao me ver de uniforme branco, cabelo preso e as mãos passeando pelo seu corpo. E a voz denunciava a cobiça. O volume que crescia por baixo da toalha também. Meias palavras bastavam para eu perceber que era hora de terminar a massagem.
Cego em sua prepotência, acostumado a comprar, inclusive pessoas. Balançou algumas notas de cem reais, junto ao pênis já descoberto pela falta de escrúpulos, 500 reais para a felação.

Juntei uma a uma e o sorriso cheio de malícia perdeu-se ao ver as notas voando sobre seu corpo nu.
No dia seguinte estava desempregada.
Mas ainda com DIGNIDADE, porque essa não tem preço.
E por isso sou MUSA e só por isso.

domingo, 20 de março de 2011

DE SALTO ALTO É MAIS GOSTOSO


Do salto mais alto arranquei lamentos admirados e melancólicos.
Nem a contemplação mais invejosa me fez tropeçar em meu exibicionismo.
Olhar de cima, por cima revelou-me quanto são pequenas as pessoas na grandeza.
Não me fiz extravagante, sou o que sou sem demora na ingenuidade. 
E a cada passo das alturas, me embriaguei com o vinho do "sapato"  tão falado!
Desde a loja outra cliente antecipou o alvoroço que eu causaria. Não havia quem não demorasse o olhar na loira de 2 metros de altura.
Para combinar fui presenteada com uma lingerie, a dupla estava formada e seria difícil separar. Talvez só pela força ou astúcia?

Mas só os homens mais audaciosos se submetem a prepotência de uma mulher.
Só os atrevidos ganham atenção e os persistentes reduzem o silêncio daquela que é poesia para poetas e musa para os demais.

Não foi o sapato que ensinou-me a ser, nem o salto mostrou-me quem sou. Na frieza da vida, tornei-me egoísta e quanto mais descobri das pessoas, mais gostei de mim.
Meu Id é sensualmente agressivo e o superego exímio na exigência, mas o ego equilibra tornando-me mulher! E só com muita personalidade para subir no salto, sem nunca descer e continuar mulher.
E depois de tanto causar, a sedução dando prazer aos sentidos seria com qualidade.
A lingerie já revelava o sexo que estava por vir.

Mas o corpo despido, de salto alto, provocou espasmos de orgasmos "nele" antes mesmo de ser tocado!

"De tão alta em seu extravagante salto olhava seus homens de cima para o chão. Uma forma de não se submeter? De dizer quem manda na relação?" MiKroPOESIAS inspirou-se depois de ver a foto do SAPATO

FOTO DE RICARDO AKAM, ACOMPANHE SEU TRABALHO PELO SITE FOTOGRAFIAS E PELO BLOGGER ARTE:SABER CONTAR HISTÓRIAS

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ENTRE IRREALIDADES DA REALIDADE



Ela teve uma noite pertubadora, uma conversa complicada lhe deixou inquieta.
Acordou ás 5:00 hrs da manhã com a frase do sonho insistente. Como dificilmente lembra de sonhos, intrigada anotou no celular em meio á madrugada ainda escura.
"Os sites e o email não foram abertos naquele dia. Não abriu os olhos, presumiu que era o fim. E se fez um lindo dia de sol."
E  mais outra, outra e outra frase se seguiram até o amanhecer. No intervalo de minutos foram mais de 70...
Vulnerável ao seus sentimentos, deixou-se levar pelos momentos tensos que se registraram em sua mente.
Li as frases da PATHY pelo twitter e depois de me contar como surgiram, achei uma história interessante para ficar guardada.
Ela gostou da idéia de utilizá-las dando uma continuidade em um conto. E ainda nessa junção de pensamentos aproveitei-me para incluir posts antigos.
Algumas das frases da BELA PATHY em negrito, conjugadas com minha imaginação viciosa.
Em destaque meus links antigos.

Aquela sujeira, resultado da noite de muito amor, ainda estava em suas entranhas. Preferia assim. Carregaria consigo todas as lembranças estranhas.
Antes de fechar a porta pela última vez, descansou o corpo na banheira de espuma sabendo que também carregaria embora TEU GOSTO.
O sentimento era algo que saía pelos poros. Um banho resolveria? Era necessário trocar de pele...
A água confundiu-se com o vermelho mórbido. Levantou-se gélida e secou o corpo sem preocupar-se com o tempo.


Recordou-se de um momento quase presente, horas antes consumidas pela tormenta.
"Amore, coloca um pouco de pimenta, vai? Ele era picante até na comida!"
Um bravo. Fazia um personagem complexo. Um ídolo. Mas no aconchego do colo, não passava de um menino. "VEM...TE FAÇO UMA MASSAGEM"
 Atrás da segurança arrogante também existia o medo. Rejeitar alguém sempre era traumatizante para ambos os lados.
Ela desconfiava do que tinha que ser dito, mas não queria escutar.


 Antes era mais divertido, quando a proximidade mais íntima era a WEB CAM. O monitor, pequeno obstáculo que os separava. @s que se misturam entre palavras e sentimentos. Mas quando se trata de paixões virtuais, a MORTE, mesmo prematura é de menor complexidade.
Um dia, tudo acumulou. Teve que buscar ajuda para conseguir jogar fora os excessos...


"Pare com esse respeito e diga que te pertenço!
Brincadeira tem hora.
Não sou mais criança... Tá certo, vamos ao jogo de encaixe. "
Não sabia o que estava fazendo. Só sabia que aquele abraço suavizava o aperto no peito.
Depois de corpos suados cheirando a sexo, deitou-se fingindo o clímax.


Foram tantas as palavras ditas entre os destilados e as lágrimas, que o cálice havia transbordado.
O teor alcóolico amenizou a dor, mas não a insensatez.
Aqueles pares de tatuagens lhe roubavam a vida! Seria obsessão?
Os gritos de prazer e dor cruzaram-se entre si, ninguém percebeu que a LOUCURA amanheceu.
Fogos enchiam a manhã. Era dia do Padroeiro. Quisera que esse barulho fosse do coração saltando em alegria!
Mas depois da bebida excessiva, não foi só dor de cabeça que restou...
Insustentável essa menina! Só uma camisa de força a sustentaria...

FOTO DO AMIGO FOTÓGRAFO RICARDO AKAM, CONHEÇA MAIS DO SEU EXCELENTE TRABALHO NO SITE: FOTOGRAFIAS .


 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

SELO DE QUALIDADE

                 GANHEI CARINHOSAMENTE DA ÚNICA E EXCLUSIVA  ESTE PRESENTE:

              
               
               1. Repassar o selo a 15 blogs e avisar.
               Lígia Guerra
               Devaneios de um Marujo
               O Fim
               Compreender e evoluir
               Vida sobre Rodas
               Penso, logo escrevo!
               Dea e o Mundo
               Menina dos Olhos
               Janela Espírita
               Abundante-Mente
               Visão Estereoscópica
               Mikropoesias
               Vida e Sentimentos
               As incongruências da Vida
               Outra Máscara

               2. Responder às perguntas:
               Nome : Patrícia
               Uma música: Israel Kamakawiwo`ole- Somewhere over the Raibow           
               Humor: Divertido, negro e bipolar.
               Uma cor: Já foi preta, vermelha, hoje lilás.
               Uma estação: Verão.
               Como prefere viajar: Avião.
               Um seriado: Friends, Two And A Half Men e The New Adventures of Old Christine
               Frase ou palavra mais dita por você: Pelo amor de Deus!
               O que achou do selo: Adorei e me senti lisonjeada!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

QUARTO 1011



Morava no apartamento 1011 em Trancoso. Enquanto trabalhei no Club Med, no SPA fazendo massagem.
O quarto ficava no final de um corredor escuro, atravessá-lo era tão perturbador quanto a sensação que alguém tinha sido estuprada naquele quarto.
Cada vez que eu passava, sons desconhecidos, esquisitos ou excessivos atravessavam as portas.

Contribuindo com o ambiente, como aqueles livros do Stephen King, lembrei de uma frase famosa do mestre do terror: "Os monstros existem. Os fantasmas também. Eles vivem dentro de nós. E, ás vezes, eles ganham".
Mas queria que meus fantasmas continuassem dentro de mim, quando vi aquela senhora arrastando a perna pelo corredor em minha direção. Fechei os olhos para a imagem desaparecer.
Ao abrir, a senhora estava à minha frente, sorrindo e batendo em meu ombro. Foi quando percebi que não era um fantasma.
Aproveitei e perguntei sobre o quarto 1011. Contou-me que a última garota que ali morou, tinha a mesma impressão. De um estupro.
Nessa mesma noite, recolhi-me mais cedo. Estava cansada demais para fazer algo diferente que não fosse dormir.
Até hoje não sei se foi sonho. Mas sei descrever todas as cenas que presenciei naquela madrugada em meu quarto. Não estava sozinha, era só uma telespectadora e os personagens não me viam.
O casal chegou bem alegre, ela só conseguiu parar de rir quando caiu na cama ressonando, totalmente desmaiada. Nitidamente bêbado e excitado ficou furioso e consequentemente agressivo.
Jogou a moça no chão e arrastou-a pelo quarto até acordar. Cobriu sua boca para não gritar e mandou que tirasse a roupa.
Assustada recusou despir-se. Ele transtornado rasgou com a boca seu vestido, esbofeteou seu lindo rosto e proferiu palavras como Vagabunda e ordinária enquanto a forçava ficar de quatro.
A penetrou até sangrar, já faziam uns 15 minutos que estava desmaiada.
Despertei do pesadelo atemorizada, nada tinha no quarto, mas o cheiro do sexo forjado e o sangue criminoso o chão absorveu com as marcas das unhas que tentaram segurar a dor.

Mais tarde, conversando com funcionários do Hotel, descobri que uma garota foi estuprada naquele quarto, engravidou e tentou o suicídio se jogando do segundo andar. Não morreu, o aborto aconteceu  e decidiu ir embora para França.

Uma história verídica contada entre terapeutas de um spa.