segunda-feira, 2 de novembro de 2015

MENINA MÁ




Maria não nasceu propriamente num berço de ouro, mas cresceu com exuberância nos quadris.

Quando ainda dormia de calcinha arrumou um namoradinho robusto, não se perdia nos músculos porque sua genética era grande.

Desagradou a família. Mas era o amor da sua vida. O tempo foi passando e a vaidade e necessidade de conforto aumentando.
A inocência tinha se perdido há muito e a astúcia de uma mulher madura gritava nos olhos azuis.

Maria não desperdiçaria a beleza herdada da mãe com uma barriga flácida encostada num tanque. Mas e o namoradinho sem cérebro era necessário em sua vida.

Não foi difícil arrumar o marido. Doutor e apaixonado. Vinte anos mais velho. Perfeito. Sem o viço da juventude não acompanharia a jovem e bela esposa. Maria tinha quem desse conta do seu ímpeto exagerado.

Manipuladora, seu joguinho de sedução com o marido sempre o deixava louco. Bastava sentar na cama, rostinho desavergonhado. Abria as pernas sem desviar o olhar. A mão delicada puxava a calcinha para que o Doutor tão acostumado com florzinhas admirasse a mais perfeita.

E pronto. Não precisava muito e o marido todo orgulhoso balançava o membro esporrado.

Maria satisfeita com a satisfação do marido. Pulava da cama e voltava à calcinha para o mesmo lugar, enterrada até o útero.

Com um beijo habitual despediu-se do marido e foi para sua MALHAÇÃO.

3 comentários:

  1. Imagino a malhação.
    Dizem que uma boa transa é ótima pra emagrecer rsrs

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  2. Estreando no Blog ... fui abdusido pela energia das palavras ...
    Maria, Maria
    É um dom, uma certa magia
    Uma força que nos alerta
    como diria Milton Nascimento ...
    Post delicioso ... Beijos ...

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