segunda-feira, 16 de novembro de 2015

SEM ROSTO


Na mesma cama muitas se deitam.
Deleitam-se.
Hoje sei que nenhuma tem a minha estupidez.
Nem meus olhos silenciosos
E loucos os que não tem minha lucidez.
E nesse jeito perigoso de aceitar
Vou me desconcertando para não tentar.
Homens daqueles que derrubam minha sensatez,
Donos de um jogo que não sei jogar.
Conhecedora da beleza que atrai e trai,
Presa a um vício de manipulação
Arrastamo-me fingindo a mesma adoração.
E na procura meus olhos perdem-se...
E silenciam-se novamente...
Mas jamais desistem.

"Aquele" que acompanhe minhas loucuras, saboreie meu paladar, me embebeda com seu líquido, me torture com suas juras. Valorize meu exagero e não economize suas mãos. Aceite palavras sem nexo e acredite na minha fidelidade. Que aproveite minha bondade e valorize minha paciência.

Meus olhos ainda o procuram...

- Publicado originalmente dia 23 de janeiro de 2012 - 9:12 da manhã

5 comentários:

  1. Existem duas frases que podem completar este post:

    1 - Quem muito quer nada alcança.

    2 - Cuidado com o que você deseja, ele pode se realizar.

    ResponderExcluir
  2. Não sei se quem fala nessa postagem é a Patrícia ou seu eu-lírico, mas confesso: ando assim. Exatamente assim. Tem sido bom não pensar no dia de amanhã. Até quando, não sei...

    ResponderExcluir
  3. Orbitando ao nosso redor estão as coisas que desejamos. É preciso estar atento(a) aos detalhes: uma fagulha, um aroma, uma rajada de vento.

    ResponderExcluir
  4. O poema, mexe claro, mas a prece ao final dele mexe muito mais. E eu que não visitava esse cantinho tinha tempo, muito bom voltar e ver que tudo continua muito bom ;)


    besos,
    @paraquenomes

    ResponderExcluir
  5. Concordo, a "prece" é tudo de ótimo!

    ResponderExcluir