quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PROIBIDO PARA MENORES


DESENHO ERÓTICO DO HÚNGARO ZICHY MIHÁLY.
Me perdi entre suas pernas.
Roçando, amando, explorando com a saliva.
Suas mãos imensas castigavam meu pudor,
Com dor.
Rasgando minhas entranhas na sua sede de possuir-me.
Consumiu-me mais que eu queria e menos que você podia.
Escondi seu membro comprimindo entre minhas paredes.
Sem saber como terminaria a selvageria.
Cravei as unhas na pele suada, senti o gosto do sangue recente.
Partes carnudas do meu corpo não se recusaram a senti-lo,
Estremeci.
Amanhecemos e ainda o tinha, ME TENDO.
O indício de todo o sexo entregava-se no lençol, no vestígio da brutalidade.
Sucessivamente o vazio da animalidade.
Cobri seu corpo, fechei seus olhos e cruzei suas mãos gélidas sobre o peito,
Não senti medo.
Respirei conformada. Partiu realizado.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

AMOR DE VERÃO

Amor de verão. Aquela paixonite com gosto de maresia que não sobe a serra.

Comigo obviamente subiu. Desde meu nascimento a vida me mostrou que caminhos seriam tortos e que a facilidade é entediante.
Meu terceiro casamento iniciou-se na areia, com a água batendo na minha zona erógena mais estimada pelos homens. Aquele lugar onde o sol não bate, mas nesse dia o reflexo da lua penetrou.
Um amor que sobe e desce a serra até hoje.
Talvez pela cumplicidade, mesma desenvoltura sexual e insensatez inofensiva necessária. Circunspecção é prejudicial à saúde.

No último verão a utopia converteu-se em fato consumado.
Que homem não foi doutrinado desde cedo a desejar um ménage à trois com duas mulheres?

Nem quarto, nem motel. A areia roçando a pele e a água salgada cobrindo os corpos nus traduz o momento lascivo.
Voyeurismo completaria o grau de excelência se não fosse por uma particularidade.
Minha ousadia brindou o momento.
Quando para o prazer á três não induzi uma conhecida, amiga ou prima. Mas a irmã caçula.